quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Lula foi avisado sobre mensalão

O ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) confirmou nesta quinta-feira (28), em depoimento à Justiça, que o presidente do PTB, Roberto Jefferson, revelou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que acreditava existir um esquema de compra de apoio ao governo no Congresso, antes de o caso vir à tona, conhecido como mensalão. Chinaglia, que na época dos fatos, em 2005, era líder do PT na Câmara, disse ter tomado conhecimento do suposto esquema em dois momentos.

Primeiro, segundo ele, quando Jefferson teria alertado o presidente Lula sobre a existência do esquema, em reunião na qual Chinaglia confirmou que estava presente. Depois, o deputado disse ter tomado conhecimento por meio da imprensa. Foi aí que, segundo Chinaglia, surgiu o termo “mensalão”, que indicava um esquema no qual parlamentares supostamente recebiam dinheiro em troca de apoio a projetos do governo no Congresso.

“O momento principal [foi] quando a imprensa divulgou aquilo que o então deputado Roberto Jefferson denunciou. E faço referência a esse momento como principal, porque lá ele apelidou de mensalão. E ainda que ele fez um comentário ao presidente da República e, entre outros, eu estava presente”, afirmou Chinaglia.

O G1 entrou em contato com Palácio do Planalto e aguarda resposta. Em 2005, quando foi ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, Lula falou sobre o escândalo e Roberto Jefferson: "ele [Jefferson] foi cassado exatamente porque não provou a denúncia que ele fez no que diz respeito, por exemplo, aos mensalões. O José Dirceu [ex-ministro da Casa Civil] foi acusado de ter montado uma quadrilha. E sobretudo, uma quadrilha para pagar mensalão. (...) Teve ou não mensalão? Tenho certeza que não teve," disse o presidente.

Fonte: G1.

Charge

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Charge

Richa no Oriente Médio

O prefeito Beto Richa (PSDB) participou da Conferência Presidencial Enfrentando o Amanhã, em Jerusalém. Richa foi convidado para discursar no evento pelo presidente de Israel, Shimon Peres, fez sua apresentação na quinta (22), no painel Cidades do Amanhã, que teve a participação de Jaime Lerner e do prefeito de Jerusalém, Nir Barkat.

Richa defendeu que uma substantiva parcela dos problemas do planeta seja equacionada a partir das cidades. “Com seu extraordinário potencial, as cidades são parte do problema e a promessa de sua solução. É nas concentrações urbanas – onde já vive mais da metade da população mundial – que vamos travar a batalha decisiva contra o aquecimento global, a questão que mais nos aflige no longo prazo.”


E hoje (26) O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), reuniu-se, em Beirute, com o presidente do Líbano, Michel Suleiman. No encontro, Richa e Suleiman trataram sobre futuros acordos de cooperação econômica que podem ser estabelecidos entre a Prefeitura de Curitiba e o governo do Líbano.

“Apresentamos o projeto Tecnoparque e os libaneses ficaram bastante interessados”, disse Richa, acompanhado de uma comitiva de empresários paranaenses. Outro setor que despertou o interesse das lideranças políticas e empresariais libanesas é a construção civil.

Fonte: Fabio Campana.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Petralhas em ação.... cuidado!

Você sabia que, Ricardo Leyser Gonçalves, o funcionário do Ministério do Esporte que o governo do PT escalou para cuidar das obras das Olímpiadas do Rio de Janeiro em 2016 (que envolverão R$26 bilhões de investimentos) foi apontado pelo Tribunal de Contas da União como um dos responsáveis por um superfaturamento de 900% nas obras do Pan-2007 . O TCU já mandou Leyser devolver R$ 16,3 milhões aos cofres públicos. O TCU investiga também contratos do Ministério do Esporte firmados sem licitação e os gastos do funcionário , que de janeiro a agosto de 2009 usou R$ 230 mil em diárias de viagens -há casos de viagens que ultrapassam R$ 80 mil.

Fonte: Blog Gente que mente.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Juventude Tucana em São José dos Pinhais

Na manhã da última quarta-feira (21), no plenarinho da Câmara Municipal de São José dos Pinhais, o Presidente da Juventude Tucana, Marcello Richa, mobilizou reunião com filiados do PSDB são-joseense para discutir as metas do partido para as eleições de 2010. O foco do encontro foi a delimitação das bases para a formação do PSDB Jovem.

Estiveram no evento os vereadores Joel Almeida, que foi o articulador do encontro, Mari Temperasso, Sylvio Monteiro e Toninho da Farmácia Anderson, o filho do deputado Francisco Buhrer, Tiago Buhrer, secretário Geral do PSDB Jovem do Paraná, Edson Lau Filho, o coordenador da Juventude Tucana no estado, Pablo Rossoni, o presidente da Associação do Funcionário Públicos Municipais de São José dos Pinhais – AFPM, Luiz Keppen, Eduardo Foggiatto chefe de Gabinete Ver. Joel Almeida e representando a Federação das Associações do Município de São José dos Pinhais – Femam, Rodrigo Saturnino e outros filiados.

“O objetivo principal desta reunião é fortalecer o partido em São José dos Pinhais estruturando as suas bases, tendo como representantes do PSDB Mulher como a vereadora Mari Temperasso e, especialmente, iniciando os primeiros passos para o PSDB Jovem”, disse Marcelo Richa.


Fonte: Assessoria do Vereador Joel Almeida.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

R$ 30 milhões à UNE

A distribuição de dinheiro público para acalmar ímpetos que podem atrapalhar, como os irrequietos estudantes da UNE (que um dia já foram, não são mais), continua a todo o vapor. Mas, ainda existem parlamentares de olhos bem abertos para evitar esta farra. Ontem, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, deputados da oposição impediram que fosse aprovado o pagamento de R$ 30 milhões à União Nacional de Estudantes (UNE) como compensação pela destruição da sede da entidade no Rio de Janeiro, incendiada em abril de 1964.

O projeto é do Governo Federal. A resistência do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) ao projeto levou estudantes da UNE a uma manifestação inusitada no Congresso. Cerca de 50 manifestantes saíram pelos corredores gritando palavras de ordem contra o parlamentar, que foi chamado de “filhote da ditadura”. Segundo Aleluia, a UNE tem uma história importante e teve grandes líderes, como José Serra (ex-presidente da UNE e aliado de Aleluia). “Agora, virou um entidade remunerada. Tem a sua lealdade ao presidente Lula comprada. Os garotos são atraídos pelo dinheiro do Governo. Essa UNE não tem coragem de divergir e chegou a ir às ruas para defender mensaleiros”, disse o deputado, que foi vaiado por estudantes. Com informações do jornal O Globo.

Fonte: Documento Reservado

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Censura do Governo Lula

Segue abaixo, o artigo censurado do jornalista e cineasta Arnaldo Jabor pelo Governo Lula, em janeiro de 2007. Nunca é tarde para lembrar... que nada foi feito! Mas teremos nossa chance o ano que vem nas eleições!

16/01/07

A verdade está na Cara, mas não se impõe


Por Arnaldo Jabor.

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, "explicáveis" demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas asmentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.

Isto é uma situação inédita na História brasileira. Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltradano labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, aproibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada. Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado eficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo.

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e comandante em "vítima".

E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito.

Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: *Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?". A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo. A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe".. Lulo-petistas clamam: "Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?". Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista". Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando.

Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.

Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima ogoverno de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem: "Não... este maremoto de mentiras no s dará uma fome de verdades!".

A versão do Delazari e a criminalidade nas ruas

O colunista Celso Nascimento se antecipou à escolinha de hoje e divulgou os números que o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, e o governador Requião não querem ver publicados.

Delazari insiste em afirmar que a criminalidade diminuiu, a violência desabou, vivemos no melhor dos mundos e protegidos pela melhor segurança pública do país. Não é bem assim, como demonstra o Celso Nascimento:

“A afirmação contradiz os relatórios da própria Secretaria de Segurança Pública, conforme esta coluna divulgou dias atrás. É com base neles que se chega à seguinte realidade: somados, a capital e os municípios vizinhos registraram nos primeiros seis meses deste ano 714 homicídios dolosos, ao passo que no mesmo período de 2008 a soma foi de 606. Houve um acréscimo, portanto, de 17,5% nos assassinatos.

Em 12 meses (junho de 2008 a junho de 2009), foram 1.383 assassinatos em Curitiba e região metropolitana. Para uma população de 3,25 milhões de habitantes, esse número, quando traduzido para o índice usual (número de casos para cada grupo de 100 mil habitantes), a taxa chega a 43 – atualmente uma das mais altas entre capitais brasileiras. No ano passado, a taxa de homicídios era de 39.

O índice estadual médio de 2008 foi de 26,5 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes (a população do estado, estimada pelo IBGE, era de 10,25 milhões). Quando assumiu, em janeiro de 2003, o atual governo encontrou a taxa de 23. Houve, portanto, um crescimento de cerca de 15% no índice paranaense nesse período.”

Fonte: Blog do Campana.

Juventude Tucana em Maringá

Mais 100 pessoas participaram neste sábado, 17, do Encontro Regional da Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira, realizado na Unifamma, em Maringá. O evento organizado pelo vereador tucano Evandro Júnior, faz parte de uma série de reuniões propostas pelos membros da JPSDB Paraná.

O líder da juventude tucana no Estado, Marcello Richa, filho do prefeito de Curitiba Beto Richa, pré-candidato ao governo do Paraná, participou do encontro como convidado especial e fez palestra sobre a história política dos últimos 45 anos, enfatizando o nascimento do partido e as transformações pelas quais passaram o país.

“Temos enfatizado a necessidade de uma maior participação dos jovens na vida política do país e eventos como esse se propõem exatamente a estimular esse envolvimento”, disse o vereador Evandro Junior, “Não podemos nos omitir”, acrescentou o parlamentar, um dos mais jovens do país.

Richa incursionou pela história recente do país em palestra que se propôs a resgatar os mais importantes acontecimentos políticos dos últimos 45 anos, tendo como ponto de partida o golpe militar de 1964, que entre tantas medidas repressivas e violentas, acabou com o voto direto e implantou o bipartidarismo.

Rememorou a oposição aos militares exercida com coragem por alguns importantes personagens da história política do país, entre eles Ulisses Guimarães, Franco Montoro, José Richa e tantos outros que transformaram sua insatisfação contra o regime de exclusão num movimento de alcance nacional.

A mobilização por eleições democráticas, que ganhou as ruas como movimento historicamente conhecido como ‘Diretas Já’, apressou o fim do regime militar e o gradual retorno à normalidade política. Era a primeira metade dos anos 80 e o país começava a respirar ares mais livres.

Marcello Richa lembrou que o PSDB nasceu em junho de 1988 ao final de um processo de flexibilização política, que ensejou o crescimento de um partido que chegaria ao poder com Fernando Henrique Cardoso, que presidiu o país por dois mandatos, deixando como herança a estabilização econômica.

Nos dois governos de FHC o país exorcizou o fantasma da inflação com a implantação do Plano Real e um conjunto de ações sociais e econômicas redesenharam a realidade brasileira, colocando o Brasil entre as economias emergentes com investimentos em infra-estrutura e num ambicioso programa de privatização.

“Agora precisamos retomar o projeto tucano de desenvolvimento para esse país – e os jovens terão participação decisiva nesse processo”, disse Marcello Richa, cujo entusiasmo expressa suas origens de neto e filho de personagens importantes da cena política paranaense.

Encontros
A JPSDB Paraná vem realizando ao longo do ano de 2009 diversos encontros regionais no Estado. Nos últimos três meses, a executiva percorreu as cidades pólo de Paranaguá, Ponta Grossa, e os municípios da Região Meteopolitana de Curitiba. Até o final do ano, cidades como Ibiporã e Dois Vizinhos estão na agenda.


Fontes: JPSDB-PR e Evandro Júnior
Imagens: Rafael Rodrigues da Silva.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dilma e Mantega têm ‘pendências’ na Receita

Via Claudio Humberto


Dilma Rousseff, pré-candidata do PT a presidente, CPF 133.267.246-XX, e o ministro Guido Mantega (Fazenda), superior hierárquico da Receita Federal, dono do CPF 676.840.768-XX, têm “pendências” no Imposto de Renda, segundo informa o site da própria Receita.

A situação de três dos principais presidenciáveis – José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) –, ao contrário, é regular.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Delazari terá que se explicar aos deputados

O secretário da (In)Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, fez de tudo para escapar mais uma vez da sabatina na Assembléia Legislativa.

Não deu. Vai ter que se explicar. O máximo que conseguiu até agora foi rebaixar a convocação para convite, uma forma de fugir das implicações legais que uma convocação determina.
As diferenças entre convite e convocação não são de somenos. Entre outras, se convocado Delazari falará sob juramento e se mentir estará incorrendo em crime de responsabilidade.

Por isso mesmo o líder de oposição, Valdir Rossoni, exigia a convocação no lugar do convite. Mas o presidente Nelson Justus conseguiu driblar a ira de Rossoni e das oposições, excluiu o requerimento de convocação da pauta, e fez valer o convite.


Ora, pois, Delazari prefere ser convidado para poder falar à vontade sem a preocupação de cair em contradições e de cometer inverdades, esse eufemismo para a palavra mentira que é muito pesada. Delazari deve mais essa para Justus.

Será no dia 27 de outubro, uma terça-feira, às 16h30, com ao resto da semana para a repercussão. O debate promete. Os ânimos dos deputados não são bons para o secretário, que os chamou de urubus, abutres, aproveitadores da desgraça alheia, para defender-se das críticas que afloraram diante da chacina do Uberaba.

Até o líder do governo, Luiz Claudio Romanelli, escalado para proteger o secretário Delazari dos maus bofes dos deputados, foi obrigado a admitir que há um clamor na sociedade a pedir ao menos explicações para a escalada da violência e da criminalidade no Paraná.
Ou seja, não há mais como proteger Delazari impedindo que ele fale. Convidado ou convocado vai ter que falar. Terá que dar explicações. Mesmo que não as tenha, como faz crer pela sua insistente recusa de responder a perguntas que não sejam as que ele mesmo elabora.

Fonte: Fabio Campana

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Apenas 36,8% dos jovens tem o Ensino Médio Completo

Apenas 36,8% dos jovens de 18 a 24 anos têm 11 anos de estudo, o que corresponde ao ensino médio completo, escolaridade considerada essencial para avaliar a eficácia do sistema educacional de um país, segundo a Comissão das Comunidades Europeias (Eurostat).

É o que mostra a Síntese dos Indicadores Sociais de 2008 divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. De acordo com pesquisadores do instituto, o índice, que dobrou em relação a 1998 (18,1%), ainda é considerado extremamente baixo.

Na comparação de cor ou raça, 40,7% dos jovens com 11 anos de escolaridade são brancos e 33,3% são pretos ou pardos. Em relação ao sexo, 39,6% são mulheres e 34% homens.

As desigualdades regionais também são evidenciadas no indicador. A região Sudeste, é a que apresenta o maior percentual (43,85%), seguida do Sul (37,7%), Centro-Oeste (35,4%), Norte (30,2%) e Nordeste (29,2%), com a taxa mais baixa.


Fonte: Blog do Noblat

Barack Obama é Nobel da Paz!


Nove meses após assumir a liderança dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama conquistou nesta sexta-feira o Prêmio Nobel da Paz. Reconhecido por seus esforços pelo desarmamento nuclear e por trabalhar pela retomada do processo de paz no Oriente Médio desde que tomou posse em janeiro, Obama é o terceiro presidente americano em exercício a levar o prêmio.

"O presidente Obama venceu o Nobel da Paz por seus extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", disse um comunicado do comitê do Nobel.


Fonte: O Globo

Industrialização: atalho para o desenvolvimento

Artigo de Beto Richa sobre o Desenvolvimento a partir da Industrialização:

No início deste mês de outubro, estive em Guarapuava para assistir a uma demonstração concreta da força do cooperativismo paranaense como instrumento de desenvolvimento econômico. Com um investimento de R$ 150 milhões, a Cooperativa Agrária inaugurou as novas instalações de sua maltaria, a Agromalte, agora a maior da América Latina, aprofundando a aposta na industrialização de matérias-primas, atalho mais curto no propósito de agregar valor às vendas e elevar os dividendos de seus 500 associados e mais de mil empregados.

Mais do que isso, a Agrária sinaliza o caminho a ser seguido pelo agronegócio do Paraná: industrializar a produção em grande escala e, gradualmente, deixar a condição de produtor de commodities, de preços menores e subordinados às flutuações do mercado internacional, cuja inconstância não raro traz prejuízos ao agricultor. Além de maior valor agregado às exportações brasileiras, o produto industrializado beneficia uma ampla cadeia com pesquisa científica, tecnologia, maior arrecadação tributária e, claro, mais empregos.

Atualmente, a Agrária recolhe cerca de R$ 170 milhões em impostos, cifra que será ampliada e revertida em obras de infraestrutura urbana e programas sociais para benefício da população de Guarapuava, município que, como tantos outros do interior do Estado, enfrenta dificuldades na geração de empregos. O investimento no agronegócio, comprovadamente, tem maior capacidade de criação de postos de trabalho. Para cada R$ 1 milhão investido, o agronegócio é capaz de criar 200 novos empregos, bem mais que os 155 da construção civil, 74 do setor petroleiro e 78 do eletroeletrônico.

Dessa forma, a ampliação da Agromalte é uma clara demonstração de confiança no País, num momento em que a crise econômica internacional não refluiu de todo e ainda provoca dúvidas sobre a retomada do crescimento. O êxito de iniciativas dessa natureza está subordinado a vários fatores, e um deles é o desenho institucional de projetos de desenvolvimento que privilegiem a industrialização com base nas vocações de cada região.A modernização da infraestrutura de transportes — do local de produção ao porto de Paranaguá —, a capacitação profissional e projetos de incentivo são equações que podem ser favorecidas pelo governo do Estado.

Assim como os segmentos de agropecuária, indústria e infraestrutura podem contar com financiamento de agentes públicos, notadamente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul (BRDE). Priorizar e encorajar a industrialização de nossa produção rural é viltal para o Paraná e os paranaenses.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bancada governista faz manobra para evitar a ida de Delazari à ALEP


O deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) é um dos 31 signatários do requerimento que pede a convocação do secretário da Segurança, Luiz Fernando Delazari, para que ele explique o que está acontecendo na área sob seu comando. “Nós tentamos convidá-lo. Ele não aceitou. Agora, vamos convocá-lo. Não há mais como convivermos com esta situação de insegurança”, disse Rossoni.

Segundo o Presidente do PSDB, o deputado Valdir Rossoni, o secretário precisa dar inúmeras explicações, como o funcionamento das unidades do Instituto Médico Legal (IML) no interior do estado, a situação das delegacias e os investimentos e ações que estão sendo desenvolvidas pela pasta. “Ele terá que trazer informações e explicar por que Curitiba discute problemas de uma ‘chacina’, por exemplo”, elencou Rossoni, acrescentando: “Enquanto nós discutimos os problemas e ações da secretaria de segurança, o secretário está nos Estados Unidos”.

Mas, apesar da ampla maioria dos parlamentares estarem dispostos a ouvir o secretário Delazari, o líder do Governo utilizou uma manobra regimental e pediu para discutir o teor do requerimento. Com a medida, a votação da convocação só deve ocorrer na próxima sessão plenária, programada para terça-feira, dia 13, após o feriado.

Fonte: Valdir Rossoni

Requião perde a linha com estudantes em Maringá

RequiãoBateBoca

Requião esteve em Maringá, ontem, para a inauguração de novos blocos da Universidade Estadual de Maringá — UEM. A cerimônia festiva foi tumultuada pelo protesto de estudantes contra a ação truculenta da polícia dentro da instituição no dia 18 de setembro.

Requião foi interrompido por vaias. Na sua frente foram postados cartazes e os estudantes ergueram faixas com dizeres ofensivos ao governador que perdeu as estribeiras e partiu para o ataque. Nervoso, Requião trocou o nome da universidade e pediu que os estudantes fosse embora. Esbravejou. Baixou o nível. Requião voltou a tropeçar no nome de Maringá, trocando-o por Londrina.

— Os professores da Universidade de Londrina, em hipótese alguma, mereceriam a molecagem. Vão para a casa, esbravejou.

Mas os estudantes continuaram com as vaias.

Fonte: Fábio Campana

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Marcello palestra para alunos da Faculdade Modelo

O presidente da JPSDB Curitiba, Marcello Richa, realizou ontem (05) a palestra “A participação do jovem na política brasileira: formação e organização partidária”, na Faculdade Modelo, no bairro Cajuru, em Curitiba. Marcello Richa, que também coordena a juventude tucana do Paraná, incentivou e instruiu acadêmicos de Administração de Empresas e Marketing Político.


A iniciativa de levar a palestra aos jovens partiu do professor de Marketing da instituição, Círio Custódio da Silva, após ouvir uma entrevista de Marcello Richa na Rádio Curitiba FM, na semana passada. “Eu precisava de uma pessoa que falasse diretamente aos meus alunos, e que se encaixasse no contexto da disciplina de Marketing Político”.

De acordo com o Diretor-Geral da Faculdade Modelo, a presença de Marcello é de grande importância para a formação dos jovens. “É um prazer receber uma pessoa de um berço muito honrado”, declara Romeu Ferreira Ribas.


Entre os assuntos abordados pelo jovem acadêmico de Direito, destaque para uma linha do tempo, desde a Ditadura Militar até a era Collor, da manifestação jovem no cenário político. Também foram apresentados o surgimento e os principais personagens do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a organização e formação da Juventude Tucana de Curitiba.


No final da apresentação, o coordenador do Curso de Administração de Empresas, Professor Sergio Tsuru, entregou um certificado à Marcello pela sua disponibilidade e presença na instituição.



Fotos: JPSDB Curitiba.

domingo, 4 de outubro de 2009

Artigo de José Serra sobre as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro

José Serra

Artigo publicado no jornal O Globo, em 04/10/2009


As primeiras Olimpíadas da América do Sul serão realizadas na cidade do Rio de Janeiro, em 2016 – 23 anos entre o sonho e a realidade. Lembro quando a idéia foi levantada, há 16 anos, por João Havelange e Roberto Marinho, quando o prefeito era César Maia. A primeira tentativa não foi bem sucedida, mas começou a pavimentar o caminho da vitória em Copenhague. Na segunda tentativa, após perder a disputa para as Olimpíadas de 2012, o Comitê Olímpico Brasileiro prometeu voltar. Voltou, e o Rio levou, com uma campanha coordenada pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes e apoiada pelo presidente Lula.

Vitória do Rio, vitória do Brasil. As Olimpíadas reforçarão a visibilidade internacional do nosso país, valorizando sua principal vitrine – esta Cidade Maravilhosa. Serão um incentivo poderoso para aumentar e diversificar, desde já, as atividades esportivas olímpicas no Brasil. Alavancarão um grande volume de investimentos, concentrados principalmente no Estado do Rio. Começarão a gerar muitos e muitos empregos bem antes de 2016. E, acima de tudo, farão bem à autoestima dos cariocas e de nós todos.

O Rio merece. Acho que o país tem uma dívida com a cidade desde quando lhe retirou a condição de Capital e promoveu, em meados dos anos 70, uma fusão improvisada e mal concebida em sua origem. Ao mesmo tempo, o Brasil precisa do Rio para afirmar sua identidade nacional, revigorar sua cultura e encurtar a distância que ainda nos separa do futuro de país desenvolvido.

São Paulo colocou-se à disposição do Rio, desde o início, para cooperar em tudo o que pudesse. Em abril deste ano, enviei um projeto de lei à Assembléia Legislativa, atendendo às diretrizes do Caderno de Encargos do COI e do COB, que se comprometia com o encaminhamento de propostas legislativas estaduais para garantir a execução dos compromissos firmados.

Nos próximos dias, será enfatizado que a preparação de um evento dessa magnitude exigirá muitos recursos, um planejamento extremamente complexo e uma grande capacidade executiva das três esferas de governo, sem falar na necessidade de uma boa coordenação entre elas.

Não seria esperar demais de um país muito centralizado, onde não sobra dinheiro público, e a capacidade de planejar e executar é escassa? A resposta é não.

O Brasil dará conta do desafio por uma razão singela, que parece, mas não é tautologia: não podemos falhar. O economista e professor Albert Hirschman notou, há muitos anos, num livro clássico sobre desenvolvimento econômico, que alguns países menos desenvolvidos não conseguiam conservar direito suas estradas, mas eram capazes de ter companhias aéreas seguras e eficientes. Isso porque uma estrada em mau estado não chega a comprometer definitivamente a economia, nem a segurança, nem a situação de um governo. Já uma companhia aérea...

A nosso favor, diga-se que temos um certo gosto pelos empreendimentos “impossíveis”, nas áreas mais diferentes.

Historicamente, podemos lembrar a preservação da unidade no nascimento do Brasil como nação independente, numa América Latina marcada pela fragmentação política. Hoje em dia, conquistamos um padrão de medicina avançada similar ao dos países desenvolvidos – basta lembrar que somos o segundo país em transplantes de órgãos, ou que temos a melhor campanha contra AIDS do mundo em desenvolvimento. Ou, ainda, que produzimos aviões de alta qualidade.

Conseguimos organizar – e bem –, apesar da correria, a primeira Copa do Mundo do pós-guerra; idem a Eco 92 e os Jogos Panamericanos de 2007. Tudo isso no mesmo Rio de Janeiro, onde, aliás, vamos jogar e vencer, se Deus quiser, a final da Copa de 2014, num Maracanã modernizado.

A tarefa não será trivial. Exigirá formar um comitê organizador ampliado e de grande competência e recorrer ao que existe de melhor em matéria de planejamento urbano, no Brasil e no mundo. Fazer projetos sensatos, longe da megalomania, do desperdício e dos sobrepreços. Em relação aos recursos, quero deixar aqui uma sugestão: a formação de um fundo para as Olimpíadas baseado em nossas exportações de petróleo, em especial do pré-sal, se até lá já for extraído. Esse fundo temporário seria constituído em moeda estrangeira, para financiar despesas realizadas nessa moeda. É uma idéia a ser discutida para além de interesses partidários, eleitorais ou regionalistas.

A hora é do Rio, mas a torcida é de todo o Brasil.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um novo projeto de desenvolvimento para o Paraná

Artigo publicado no jornal Gazeta do Povo, dia 29/09/09.



Ao submeter meu nome à apreciação do PSDB para a sucessão estadual, durante encontro do partido realizado no dia 21, defendi a manutenção da aliança partidária que constituímos com absoluto êxito nas eleições de Curitiba, ano passado, assim como a busca de novos aliados interessados em se juntar a esta coligação.A par da indispensável unidade partidária, defendemos naquele evento a coesão entre nossos aliados como pressuposto para a formulação de um novo projeto paranaense de desenvolvimento, representativo das forças sociais e econômicas do Estado e ancorado em bases ambientalmente sustentáveis.Com os olhos voltados para o futuro, propomos um programa que agregue às boas iniciativas em execução (e não apenas no âmbito do Estado, mas também na esfera dos municípios) uma visão estratégica de desenvolvimento, lastreada nas extraordinárias potencialidades do Paraná.

Uma visão que concilie a resolução das questões mais urgentes do Estado com as possibilidades do planejamento de longo prazo; que tenha a compreensão de que, em parceria, nossos ativos públicos e privados têm capacidade de alavancar o crescimento, gerar empregos e ampliar os indicadores de desenvolvimento humano.Entre as experiências locais de êxito – e são muitas, apesar da luta das prefeituras contra a escassez de recursos -, posso citar alguns exemplos de Curitiba.

Como os investimentos em educação e saúde, que ultrapassam os pisos constitucionais, respectivamente de 25% e 15% das receitas, levando escola de qualidade e vagas em creches para crianças das regiões mais carentes da cidade, além de remodelar o sistema de atenção básica à saúde, transformando unidades 24 horas em mini-hospitais com pronto-atendimento e internamento.O programa Mãe Curitibana (já adotado em São Paulo) pode perfeitamente ser reproduzido na estrutura de saúde do Estado.Contudo, questões como a saúde extrapolam o plano municipal. Todo o paranaense tem direito a atendimento digno, mas às vezes precisa viajar longas distâncias para fazer uma cirurgia de apêndice, ou até para procedimentos mais simples.

A consolidação dos hospitais regionais evitará a sobrecarga de atendimento observada hoje nos grandes centros, no contexto de uma proposta que garanta ao cidadão que ele não precisará se deslocar mais de cem quilômetros para conseguir atenção médica de maior complexidade.É uma proposta factível, cujos efeitos em favor do cidadão seriam semelhantes aos dos programas sociais implantados ao longo dos últimos anos no governo federal.Por isso estou certo de que os programas sociais da Secretaria da Agricultura, da Sanepar e da Copel, de méritos indiscutíveis, devem ser mantidos e aperfeiçoados com mecanismos de emancipação dos beneficiários.Este novo projeto de desenvolvimento não pode prescindir do papel indutor fundamental desempenhado pela Copel, pela Sanepar e pelo Porto de Paranaguá, que devem permanecer sob controle do Estado.

A Copel, a Sanepar e o Porto têm valor crucial para o Estado porque atuam em setores estratégicos e já demonstraram sua capacidade de fomento social e econômico.Isso não significa excluir o investimento privado. Ao contrário.Analistas são unânimes em afirmar que a Petrobrás, conquanto mantenha o governo brasileiro como seu acionista majoritário, só chegou às descobertas do pré-sal graças às suas parcerias, atingindo um invejável padrão tecnológico.O Estado pode multiplicar sua capacidade de investimento em setores essenciais e, através de acordos pontuais com empresas e entidades, desenvolver parcerias público-privadas em outras áreas.


Beto Richa é Prefeito de Curitiba e Vice-Presidente do PSDB do Paraná.

Fotos: Edgar Vasco.