terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alunos de escolas públicas terão contraturno profissionalizante

Uma parceria entre o governo do Estado e a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) permitirá oferecer, a partir de 2012, cursos profissionalizantes para 300 mil alunos do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino. As oficinas gratuitas serão realizadas nas escolas, durante o contraturno, ampliando a jornada escolar com aulas de empreendedorismo, sustentabilidade, cidadania e iniciação industrial.

O termo de cooperação técnica para implantação do programa foi assinado nesta segunda-feira (21). no Palácio das Araucárias, pelo vice-governador Flávio Arns e pelo presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo. A entidade é parceira da iniciativa e ficará encarregada da metodologia, material e aplicação dos cursos. Em contrapartida, espera ampliar a oferta de mão de obra qualificada para as indústrias do Estado.

“Esta parceria irá melhorar o processo educativo e abrir para os alunos oportunidades de emprego e renda. Queremos que os nossos alunos tenham também uma boa orientação profissional“, disse Flávio Arns, que também é secretário da Educação. Ele explicou que a iniciativa será aplicada também à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a alunos com deficiências físicas e psicológicas.

Arns destacou que a profissionalização é um compromisso do governo estadual e citou quatro etapas que, segundo ele, são fundamentais para a inserção dos estudantes no mercado de trabalho: conclusão do ensino médio, qualificação profissional, oferta de estágios e ações no contraturno escolar. “A intenção do governo é garantir cidadania e qualificação”, afirmou.

CURSOS – A Fiep levará para as escolas cursos semelhantes aos que já ministra em empresas do Paraná, por meio dos programas Indústria Itinerante, Sesi Click, Educação de Jovens e Adultos/EJA, Arranjo Educativo Local/AEL, Contraturno, Inclusão/Libras, Objetivos do Milênio/ODM, Egressos, Políticas Públicas, Portal Planeta SESI, Ensino a Distância/EAD, Formação Continuada, Educação Básica e Educação Profissional/EBEP – Técnicos e EBEP – Qualificação Profissional.

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, explica que o processo de qualificação será realizado por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ele lembra que o Brasil tem uma grande carência de mão de obra qualificada, principalmente na indústria, e que a profissionalização no período escolar é fundamental.
“Essa é uma oportunidade para que os estudantes conheçam como é o trabalho no setor industrial”, disse o presidente, destacando que o setor gera cerca de 800 mil empregos diretos no Paraná. Ele destacou que o governo estadual é um grande parceiro da Fiep e que diversas ações estão sendo realizados em conjunto nas áreas da indústria, educação e trabalho e emprego.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ITV promove I Seminário de Formação Política do Paraná


Neste sábado (19), o Instituto Teotônio Vilela (ITV) promoverá o “I Seminário do ITV/PR para Formação Política” e Planejamento Estratégico de Trabalhos do ITV Paraná para 2012. O evento contará com a participação dos coordenadores regionais do ITV do Paraná, integrantes da executiva do PSDB e demais lideranças políticas. O governador Beto Richa também deve participar.

Na ocasião, o ITV Paraná vai apresentar o site do Instituto Teotônio Vilela e as novas diretrizes da comunicação do ITV no Estado.

O papel da formação política para a atuação eficaz dos líderes do Executivo e do Legislativo Paranaense será o tema central do evento. O Seminário de Formação Política tem por objetivo pensar ações estratégicas para o país nas áreas de saúde, segurança, infraestrutura, previdência e educação além de planejar os trabalhos do ITV Paraná para 2012.

O Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV/PR) assume a responsabilidade de promover os Seminários Paranaenses sobre Formação Política, dando sequência às ações nacionais que visam discutir políticas para os mais variados segmentos da sociedade, buscando a participação de lideranças e, fundamentalmente, objetivando ampliar a base de conhecimentos daqueles que pretendem disputar as eleições municipais do ano de 2012. Com esta iniciativa, o ITV/PR cumpre com o importante papel de agir em prol dos cidadãos paranaenses, esperando contribuir com aqueles que passarão a definir os rumos das políticas municipais, em busca de melhores condições de vida para a população.

Serviço:
LOCAL: Assembléia Legislativa do Estado do Paraná
DATA: 19 de novembro de 2011
HORÁRIO: 9h às 12h

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pensar é preciso

Só os fanáticos não têm dúvidas. Esta frase, se não é de Nelson Rodrigues, poderia ser. E, na política, só os covardes, acrescento, não têm convicções. Mas, entre a dúvida e a convicção, entre a tibieza e o sectarismo, descortina-se um amplo espaço para que floresçam a reflexão, a busca do conhecimento e o exercício da inventividade.

Relembro esse filósofo do cotidiano que foi Nelson Rodrigues, cético de carteirinha, não para me resignar ao imobilismo crônico que parece caracterizar a atual governança do país, mas, pelo contrário, para reagir à miudeza de um varejo político aprisionado na acomodação e voltado para o imediatismo. Ao grau zero de criatividade do continuísmo, cabe à oposição contrapor a responsabilidade cívica de pensar, ousar, debater, divergir e convergir.

Realizamos, há uma semana, no Rio, o seminário "A Nova Agenda: Desafios e Oportunidades", promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, sob a coordenação dos economistas Elena Landau e Edmar Bacha.

O ITV é uma entidade partidária ligada ao PSDB. O seminário não o era. Quem teve a oportunidade de assisti-lo, de percorrer o repertório de propostas e ideias apresentadas por Pérsio Arida, Gustavo Franco, Armínio Fraga e Simon Schwartzman, entre muitos outros, compreendeu claramente que o ali proposto extrapola uma mera agenda de alternativa de poder.

Foi encerrado com brilhantismo por um Fernando Henrique renovado e provocativo, que não nos deixou esquecer que a oposição precisa vocalizar -"Ou fala ou morre", sentenciou com razão.

Afinal, há nove anos o Brasil é coadjuvante do seu próprio crescimento. Surfamos na onda da prosperidade mundial enquanto deu. Agora aguardamos, em perplexidade entorpecida, que a tormenta internacional se dissipe.

Ao governo, absorvido pelo cotidiano gerenciamento da governabilidade, falta o combustível da energia política capaz de conduzir as reformas estruturais -na economia, na administração pública, na educação, na infraestrutura-que fariam o Brasil mudar de patamar como nação.

Ouvimos formulações de alto alcance estratégico e outras de simplicidade desconcertante. Por exemplo, de como modernizar toda a malha ferroviária em operação no país com o dinheiro que está reservado para o inacreditável trem-bala; de como aumentar a remuneração da caderneta de poupança e do FGTS, impactando positivamente a poupança interna do país.

Refletiu-se sobre novos caminhos para superação da baixa qualidade da educação e saúde oferecidas nas redes públicas. Muitas ideias surgiram. Outras certamente virão. Que elas possam inspirar o novo e necessário debate que o Brasil e os brasileiros merecem.

Aécio Neves foi Deputado Federal, Governador de Minas Gerais e hoje é Senador pelo PSDB-MG

Texto extraído da Folha de São Paulo





domingo, 13 de novembro de 2011

Beto Richa anuncia criação de Secretaria do Esporte

O governador Beto Richa afirmou que irá enviar à Assembleia Legislativa mensagem para a criação da Secretaria Estadual de Esporte. A atual secretaria funciona em caráter especial e, a intenção do governador é que o órgão seja permanente, com orçamento próprio e equipe melhor estruturada. O anúncio foi feito na cerimônia que deu início à fase final dos 54.º Jogos Abertos do Paraná (Japs), em Toledo, Oeste do Estado, na noite de sexta-feira (11).

Richa disse que o esporte terá investimentos vigorosos durante o governo e elogiou a atuação do secretário Evandro Rogério Roman. “Vamos ter uma equipe que garantirá maior estrutura de trabalho e mais investimento no esporte paranaense”, explicou o governador. “O atual secretário e sua equipe estão garantindo estrutura para a prática esportiva no Estado, que possam incentivar esse hábito na população”, disse Richa, que garantiu praticar esporte sempre que sua agenda permite.

O secretário Roman elogiou os preparativos em Toledo. “Temos aqui a melhor estrutura pública de esporte do Paraná, o que nos tranquiliza para esse grande evento.” O governador anunciou que, no próximo ano, os atletas podem esperar mais estrutura por parte do Governo do Estado.

Iniciativa

O prefeito de Toledo, José Carlos Schiavinato, citou que, pela primeira vez, a competição é auxiliada por empresas como a Itaipu Binacional, Copel, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Renault. As competições começaram na manhã deste sábado (12/11) e vão até o dia 20.

Participam da fase final dos Jogos Abertos do Paraná aproximadamente 4.500 atletas integrando 369 equipes de 78 municípios, competindo em 16 modalidades: atletismo, basquete, bocha, bolão, ciclismo, futebol, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, tênis, tênis de mesa, vôlei, vôlei de praia e xadrez. Delegações presentes na cerimônia foram cumprimentadas pelo governador. “Sirvam de bom exemplo, principalmente às crianças e adolescentes”, disse o governador.

Os resultados das competições serão conhecidos em tempo real, pelo site jogosabertos.pr.gov.br. Os interessando poderão acompanhar on-line todos as disputas, média de 45 por rodada nas modalidades coletivas, além das provas individuais. A Televisão E-Paraná também fará cobertura ao vivo de vários jogos, nos vários sistemas de transmissão, incluindo pelo seu portal na internet.




quinta-feira, 10 de novembro de 2011

JPSDB inicia Programa de Formação Política

Iniciou-se na última segunda-feira, dia 08, o Programa de Formação Política da Juventude do PSDB de Curitiba. 

Coordenado pelo jovem cientista político Paulo Kruger, o programa visa principalmente capacitar a militância tucana para defesa de seus ideais partidários. Além disso, há interesse em trabalhar o partido em suas condições ideais, buscando o debate e o exercício da democracia no âmbito municipal, estadual e nacional.

O objetivo do programa é fortalecer e estruturar a JPSDB, estreitando os laços dos jovens membros filiados ao partido com as principais lideranças por meio de debates e mesas redondas. Através deste projeto, a JPSDB Curitiba pretende fomentar a construção de uma consciência democrática moderna e posicionar a Juventude Tucana frente aos temas de maior relevância discutidos por todo país.

Assim, fica o convite a todos os jovens tucanos para que participem deste programa, colaborando e enriquecendo os debates, além de aprofundar seus conhecimentos na ideologia social-democrata. 



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A degradação da UNE

Quase um ano depois de ter recebido R$ 30 milhões do governo Lula para construir sua sede na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, a União Nacional dos Estudantes (UNE) até agora não conseguiu ir além da pedra fundamental, que foi lançada pelo presidente Lula da Silva em dezembro do ano passado. A concessão desse valor foi justificada por Lula como pagamento de indenização devida pelo Estado brasileiro pelos danos patrimoniais à entidade durante o regime militar.

Como a UNE não é uma entidade pública, o governo não podia transferir dinheiro dos contribuintes para custear as obras. A indenização por danos patrimoniais foi o expediente encontrado pelo governo Lula para contornar essa proibição legal. Primeiro, o governo reconheceu a responsabilidade da União na destruição do prédio da entidade, que foi incendiado em 1.º de abril de 1964. Em seguida, Lula autorizou a União a promover uma “reparação” no montante equivalente a seis vezes o valor de mercado do terreno.

É muito dinheiro, mas nada garante que os dirigentes da UNE terão a competência necessária para a obra sem precisar pedir mais dinheiro público, em troca de apoio político aos governantes de plantão.

Ao contrário do que ocorreu no passado, quando lutou efetivamente, tanto contra a ditadura Vargas quanto contra a dos militares, a UNE é hoje uma força auxiliar do governo e um reduto do PC do B. Desde a ascensão de Lula ao poder, em 2003, a UNE age como um órgão chapa-branca, apoiando todas as iniciativas administrativas e políticas do Palácio do Planalto.

Pelos serviços prestados, ficou com o direito de indicar antigos dirigentes da entidade para o Ministério do Esporte – vários deles envolvidos no escândalo de repasses irregulares de recursos públicos a ONGs fantasmas – e ganhou polpudas verbas tanto da administração direta como da indireta, sob a justificativa de divulgar programas dos Ministérios da Educação, da Saúde, da Cultura e da Igualdade Racial, promover “caravanas da cidadania” em universidades federais, realizar jogos estudantis e organizar ciclos de debates.

Só do Ministério do Esporte, a UNE ganhou um total de R$ 450 mil, entre 2004 e 2009, para promover eventos de “esporte educacional” e capacitação de gestores de esporte e lazer. Ao que parece, como os dirigentes da UNE transformam-se, em geral, em estudantes profissionais que não costumam frequentar salas de aulas, o lazer se converteu em sua principal “especialização”.

Desde 1995, quando começou a obter verbas governamentais, a UNE já recebeu mais de R$ 44 milhões dos cofres públicos. Do montante acumulado nesses 17 anos, 97,4% foram desembolsados durante os oito anos de governo do presidente Lula. Os 2,6% restantes foram repassados pelo governo do presidente Fernando Henrique. Os números foram coletados pelo site Contas Abertas, com base no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

A exemplo do que está ocorrendo com a maioria das ONGs financiadas pelo Ministério do Esporte, a maneira como a UNE gasta o dinheiro dos contribuintes também é, no mínimo, perdulária. Depois de identificar recibos frios e gastos com restaurantes de luxo e bebida importada nas contas da entidade, o Ministério Público Federal pediu as cópias das prestações de contas da entidade aos Ministérios e empresas públicas e sociedades de economia mista com que mantém convênios. E, no dia 6 de agosto, a Procuradoria-Geral do Ministério da Fazenda lançou a UNE como inadimplente no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

Procurados para esclarecer o atraso da construção de sua sede com dinheiro público, os motivos das suspeitas do Ministério Público Federal e o que levou à inadimplência no Ministério da Fazenda, os dirigentes da entidade limitaram-se a afirmar que as obras da nova sede começarão em 2012 e que as verbas recebidas do governo têm sido gastas em “congressos e bienais da cultura”. Isso mostra a que nível de degradação política chegou a UNE.


Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/o-pais-quer-saber/a-degradacao-da-une/



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Corrupção e poder, por Fernando Henrique Cardoso

O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou recentemente que os desmandos que ocorreram em sua pasta se devem a que as ONGs passaram a ter maior participação na concretização de políticas públicas. E sentenciou: ele só fará convênios com prefeituras, não mais com segmentos da sociedade civil. Ou seja, em vez de destrinchar o que ocorre na administração federal e de analisar as bases reais do poder e da corrupção, encontra um bode expiatório fora do governo.

No caso, quanto eu saiba, é opinião de pessoa que não tem as mãos sujas por desvios de recursos públicos. Não se trata, portanto, de simples cortina de fumaça para obscurecer práticas corruptas. São palavras que expressam a visão de mundo do novo ministro: o que pertence ao “Estado”, ao governo, é correto; o que vem de fora, da sociedade, traz impurezas… O mal estaria nas ONGs em si, não no desvio de suas funções nem na falta de fiscalização, cuja responsabilidade é dos partidos e dos governos.

Esse tipo de ideologia vem associado a outra perversão corrente: fora do partido e do governo nada é ético; já o que se faz dentro do governo para beneficiar o partido encontra justificativa e se torna ético por definição.
Repete-se algo do mensalão. Naquele episódio, já estava presente a ideologia que santifica o Estado e faz de conta que não vê o desvio de dinheiro público, desde que seja para ajudar os partidos “populares” a se manterem no poder. Com uma diferença: no mensalão desviavam-se recursos públicos e de empresas para pagar gastos eleitorais e para obter apoio de alguns políticos. Agora são os partidos que se aninham em ministérios e, mesmo fora das eleições, constroem redes de arrecadação por onde passam recursos públicos que abastecem suas caixas e os bolsos de alguns dirigentes, militantes e cúmplices.

A corrupção e, mais do que ela, o “fisiologismo”, o clientelismo tradicional, sempre existiram. Depois da redemocratização, começando nas prefeituras, o PT – e não só ele – enveredou pelo caminho de buscar recursos para o partido nas empresas de coleta de lixo e de transporte público (sem ONGs no meio…). Há, entretanto, uma diferença essencial na comparação com o que se vê hoje na esfera federal. Antes o desvio de recursos roçava o poder, mas não era condição para o seu exercício. Agora os partidos exigem ministérios e postos administrativos para obterem recursos que permitam sua expansão, atraindo militantes e apoios com as benesses que extraem do Estado. É sob essa condição que dão votos ao governo no Congresso. O que era episódico se tornou um “sistema”, o que era desvio individual de conduta se tornou prática aceita para garantir a “governabilidade”.

Dessa forma, as “bases” dos governos resultam mais da composição de interesses materiais que da convergência de opiniões. Com isso perdem sentido as distinções programáticas, para não falar nas ideológicas: tanto faz que o partido se diga “de esquerda”, como o PC do B, ou centrista, como o PMDB, ou de centro-direita, como o PR, ou que epíteto tenham, todos são condôminos do Estado. Há apenas dois lados, o dos condôminos e o dos que estão fora da partilha do saque. O antigo lema “é dando que se recebe”, popularizado pelo deputado Cardoso Alves no governo Sarney, referia-se às nomeações, ao apadrinhamento, que, eventualmente, poderiam levar à corrupção, mas em si mesmo não o eram. Tratava-se da forma tradicional, clientelista, de fazer política.

Hoje é diferente. Além da forma tradicional – que continua a existir -, há uma nova maneira “legitimada” de garantir apoios: a doação quase explícita de ministérios com as “porteiras fechadas” aos partidos sócios do poder. Digo “legitimada” porque desde o mensalão o próprio presidente Lula outra coisa não fez senão justificar esse “sistema”, como ainda agora, no caso da demissão dos ministros acusados de corrupção, aos quais pediu que tivessem “casca dura” – ou queria dizer caradura? – e se mantivessem no cargo. Num clima de bonança econômica, a aceitação tácita deste estado de coisas por um líder popular ajuda a transformar o desvio em norma mais ou menos aceita pela sociedade.

Pois bem, parece-me grave que, no momento em que a presidenta esboça uma reação a esse lavar de mãos, um ministro reitere a velha cantilena: a contaminação adveio das ONGs. Esqueceu que o governo tem a responsabilidade primordial de cuidar da moral do Estado. Não há Estado que seja por si só moral, nem partido que seja imune à corrupção pela graça divina. Pior, que não se possa tornar cúmplice de um sistema que se baseie na corrupção.

O “sistema” reage a essa argumentação dizendo tratar-se de “moralismo udenista”, referência às críticas que a UDN fazia aos governos do passado, como se ao povo não interessasse a moral republicana. Ledo engano. É só discutir o tema relacionando-o, por exemplo, com trapalhadas com a Copa para ver se o povo reage ou não aos desmandos e à corrupção. A alegação antimoralista faz parte da mesma toada de “legitimação” dos “malfeitos”. Não me parece que a anunciada faxina, embora longe de haver sido completa, tenha tirado apoios populares da presidenta.

O obstáculo a uma eventual faxina não é a falta de apoio popular, mas a resistência do “sistema”, como se viu na troca de um ministro por outro do mesmo partido, possivelmente também para preservar um ex-titular do mesmo ministério que trocou o PC do B pelo PT e hoje governa o Distrito Federal. Estamos diante de um sistema político que começa a ter a corrupção como esteio, mais do que simplesmente diante de pessoas corruptas.

Ainda há tempo para reagir. Mas é preciso ir mais longe e mais rápido na correção de rumos. E nesse esforço as oposições não se devem omitir. Podem lutar no Congresso por uma lei, por exemplo, que limite o número de ministérios e outra, se não a mesma, que restrinja ao máximo as nomeações fora dos quadros de funcionários. Por que não explicitar as condições para que as ONGs se tornem aptas a receber dinheiros públicos? Os desmandos não se restringem ao Ministério do Esporte, há outros na fila. Os dossiês da mídia devem estar repletos de denúncias. Não adianta dizer que se trata de “conspirações” contra os interesses populares. É da salvaguarda deles que se trata.

(*) O sociólogo Fernando Henrique Cardoso foi presidente da República (1994-2002). Artigo publicado em “O Estado de S. Paulo” no dia 6/11.

Fonte: http://www.psdbnacamara.com.br/wordpress/?p=43157

sábado, 5 de novembro de 2011

Beto Richa e Luciano Ducci lançam Bom Negócio Paraná




O governador Beto Richa e o prefeito Luciano Ducci lançam na noite de segunda, em Foz do Iguaçu, o programa Bom Negócio Paraná. O lançamento será durante a XXI Convenção Anual da Faciap, no Hotel Mabu. Richa também lançará o Banco do Empreendedor Paraná.

O objetivo dos projetos é fomentar as micro e pequenas empresas, visando ao desenvolvimento local dos municípios, especialmente daqueles menos desenvolvidos, através de ações voltadas para o incentivo à capacitação de empreendedores.


Richa e Ducci assinarão um termo de cooperação entre a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Paraná para o programa Bom Negócio. O programa usará uma metodologia desenvolvida pela Agência Curitiba de Desenvolvimento que oferta um curso gratuito de 66 horas. O curso trabalha temas como empreendedorismo e projeto de vida, bem como gestão: negócios, pessoas, financeira, comercial e estratégica.

Já o Banco do Empreendedor Paraná, operado pela Agência de Fomento do Paraná, contará com a parceria de diversos atores voltados para o atendimento das micro e pequenas empresas, disponibilizando agentes de crédito nos municípios, orientando sobre o uso dos recursos e acompanhando os resultados de sua aplicação no negócio.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ministério da Saúde faz do CuritibAtiva projeto nacional




As secretarias municipais da Saúde e do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba foram premiadas pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (3), em Brasília. O motivo foi a contribuição dada pelo programa intersetorial CuritibAtiva, responsável pelas 70 academias ao ar livre espalhadas pela cidade, para a concepção do programa nacional Academia da Saúde, lançado em 7 abril, Dia Mundial da Saúde.

A homenagem foi entregue pelo ministro Alexandre Padilha à secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas, durante a XI Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). Também foram homenageados os representantes de Recife, Aracaju, Belo Horizonte e Vitória, capitais que mantêm estratégias inspiradoras do novo programa federal.

Criado em 1998, o CuritibAtiva desenvolve aulas de práticas corporais orientadas, intervenções pedagógicas, avaliação e prescrição de atividades físicas para adultos e adolescentes acima de 16 anos. Até agosto deste ano, o programa contabilizou mais de 71 mil participações nas aulas e atividades de orientação sobre a prática de atividades físicas e saudáveis.

Academias ao Ar Livre – Coordenadas pelo programa CuritiAtiva e parte de um grande e amplo projeto para estimular a prática de atividades físicas em Curitiba, as academias ao ar livre começaram a ser implantadas no município em 2010.

“O desenvolvimento de Curitiba está ligado diretamente a qualidade de vida de seus moradores. Com as academias ao ar livre, estimulamos a prática de atividades física, que melhora a auto-estima, reduz a pressão alta e fortalece a musculatura”, disse o secretario municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa.

Os equipamentos não têm peso e usam apenas a força do próprio corpo para exercícios de musculação e alongamento. Além de melhorar a condição física e qualidade de vida da população, os equipamentos também ajudam na prevenção de doenças.

A utilização das academias ao ar livre é indicada principalmente para pessoas da terceira idade, que perdem naturalmente um pouco da força muscular com o passar dos anos, mas podem ser usados por qualquer pessoa. Para sua utilização correta, basta seguir as instruções básicas afixadas em um painel próximo.

Trabalho conjunto - Além da oferta de equipamentos e programas para atividade física desenvolvidas pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, a Prefeitura de Curitiba tem desenvolvido um trabalho com ênfase na alimentação equilibrada e na reeducação alimentar. As ações, orientadas pelo Ministério e pela Secretaria Municipal da Saúde são essenciais à prevenção e ao controle de doenças crônicas como diabete e hipertensão arterial.

“A meta é que, cuidando da própria saúde com a ajuda de hábitos como exercitar-se, comer bem, não fumar e ter lazer, as pessoas tenham mais qualidade de vida e dependam menos de consultas médicas, exames e medicamentos”, afirma a secretária da Saúde Eliane Chomatas.

Para promover saúde e prevenir doenças crônicas, a secretaria da Saúde de Curitiba conta ainda com 29 Núcleos de Apoio em Atenção Primária à Saúde (Naaps), formados por professores de educação física, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas.

São as equipes que cuidam e ajudam as pessoas a entender e praticar a saúde integral. Esses profissionais atuam nos grupos e reeducação alimentar, a partir de cada unidade de saúde, para adultos, crianças e idosos; grupos de atividade física. Também, a partir das Unidades de Saúde, os interessados podem praticar atividades físicas nos Espaços Saúde disponíveis.